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CAMARADAS,
POR SUGESTÃO DA MINHA COMPANHEIRA DE BLOG, TERESA LEONEL, ALTEREI O NOSSO CONTATO ELETRÔNICO PARA O http://www.historiavermelha.blogspot.com.
Melhor formato e mais facilidade de postagens.
Aguardo a visita de vocês com a mesma felicidade.
Saudações socialistas.
Bráulio de Barros Wanderley
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 12h25
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CAMARADAS,
POR SUGESTÃO DA MINHA COMPANHEIRA DE BLOG, TERESA LEONEL, ALTEREI O NOSSO CONTATO ELETRÔNICO PARA O http://www.historiavermelha.blogspot.com.
Melhor formato e mais facilidade de postagens.
Aguardo a visita de vocês com a mesma felicidade.
Saudações socialistas.
Bráulio de Barros Wanderley
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 12h24
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HISTÓRIAS DE UM MILITANTE (1)
Dia desses estava conversando com meus alunos sobre o que é ser um militante socialista.
Sentamos e eles ouviam atentamente a vida de quem acabou de completar 30 anos e destinou sua vida ao movimento estudantil secundarista, universitário e desde cedo atuou na esfera de direção partidária, fosse no PC do B ou no PT.
No início dos anos 90, com 13 anos, iniciei minha trajetória. Filho de classe média de Boa Viagem (Recife), tive que ir pro primeiro embate, minha família de ar mais conservador, que não admitia ter um dos seus voltado ao marxismo. Em seguida, romper com a alienação dos meus amigos pequeno-burgueses que achavam que a poeira do muro de Berlim simbolizava o fim de algo que eu começava a acreditar.
Abri mão da minha vida sossegada, regada de sombra e água fresca. Entrei de cabeça na militância de um país recém-democratizado e estava na luta pra derrubar um presidente corrupto. Era difícil ser de esquerda, pois se dizia que " a história tinha acabado junto com as ideologias".
Passados mais de 17 anos de uma vida voltada à luta popular socialista, observo que quem mudou de lado e abriu mão da ideologia não foi o Fukuiama... Foi a esquerda. Vimos a possibilidade de um sonho, a chegada paulatina aos governos municipais, estaduais eram premissas de que restava pouco para alcançarmos o governo central... O Estado Socialista ficaria pra mais a frente.
Hoje observamos a vergonha que essa "esquerda" de araque fez com seus militantes. Quando ao assumir governos exige análise curricular aos "grandes companheiros" e os preterem em nome de outros interesses... Prefere os bajuladores aos destacados, os doadores de campanha a aqueles que se doaram na campanha... às vezes eu me pergunto por que nenhum partido solicita curriculum vitae ou declaração de bens no ato de filiação!?
Falo isto porque, hoje, camaradas, destino minha contribuição teórica limitada através deste nosso blog e de outros que me inxiro pra escrever ou sou convidado a colaborar. Cansei da militância de mentirinha onde só quem fatura são aqueles que não provocam medos aos personalistas: os aduladores, os desprovidos de consciência política e os fracos. A outra fatura... vai pro povo, aquele mesmo que a gente tanto disse que lutaria por ele, só que esta fatura tem proporção inversa à primeira.
Aqueles que possuem "luz própria" são alijados do processo político, enviados à Sibéria stalinista do ostracismo.
Enquanto isso, a mesma "esquerda" enaltece os arautos da banditagem, do crime organizado e das quadrilhas infiltradas sob o erário e os caixas 2, mensalões, sanguessugas, "pecuaristas", etc.
A mediocridade é tanta que os partidos só procuram seus filiados bienalmente para votarem (homologarem) as eleições internas e para participarem (de graça, óbvio, sob o pretexto da "militância aguerrida e do projeto político-partidário"), nos sufrágios populares.
Nessas horas eu sinto saudades do Instituto Paulo Freire, que eu, Irami e Adalberto alugamos num Centro cardecista em Campo Grande-Olinda pra darmos aulas a alunos-proletários praticamente sem ganhar nada (só dívidas). Ali erámos militantes de uma causa verdadeira, militantes noturnos da nossa própria divulgação, combatentes da educação e do saber libertário. Onde se vê isso hoje?
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 10h05
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REDUÇÃO PENAL, MESQUINHARIA DAS ELITES
Sou contrário à redução da maioridade penal. Recentemente, escrevi um artigo neste blog: entitulado: O Apartheid do medo e o silêncio, em que retrato o "clamor público" mediante o assassinato brutal de João Hélio, que levou Fátima Bernardes às lágrimas.
No mesmo artigo evidenciei o assasssinato fascista de Galdino de Jesus (índio pataxó morto pela elite, MAIOR DE IDADE BRASILIENSE) e da empregada doméstica fluminense espancada por jovens de classe média (MAIORES DE 18 ANOS), daquele estado, além de que no Brasil se mata mais que na guerra civil do Iraque.
Pois bem, o problema crucial do Brasi, não está na ausência de leis, mas no seu cumprimento. Não está na instalação de bloqueadores de celulares, está na proibição de sua entrada nos presídios.
O problema do Brasil está numa polícia mal aparelhada, mal remunerada e sobretudo na falta de políticas públicas sérias que incluam às pessoas à condições dignas de cidadania (coisas que o Estado paralelo contraventor sabe fazer com competência).
A impunidade cria o ladrão. Os grandes assassinos através dos maus exemplos vêm de Brasília. O povo não agüenta mais a impunidade de ladrões da educação, das estradas, dos hospitais que se mascaram de autoridades e possuem im(P)unidade material, só respondem a processos com a liberação da casa legislativa, no curso do seu mandato e com prerrogativa de foro (foro privilegiado).
Como cobrar a redução da maioridade penal se não exigimos isonomia penal a quem rouba o erário e ainda é escoltado pela polícia? Esta, parte do aparelho de violência do Estado, age com tenacidade frente a pobres e pretos, porém é coagida pelos maiores causadores das mazelas sociais do Brasil: aqueles que se dizem nossos representantes.
Quanto a isto Fátima Bernardes não chora.
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 09h11
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O ESQUEMA (SEM ROUBO), É RIR PRA NÃO CHORAR...
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 02h58
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Congresso brasileiro é o que mais pesa no bolso da população, em comparação com Parlamentos de onze países
O Congresso brasileiro é o mais caro por habitante, segundo levantamento da Transparência Brasil sobre os Orçamentos do Legislativo federal em 11 outros países. Apenas o Congresso dos Estados Unidos é mais caro que o brasileiro, mas ainda assim pesa menos no bolso de cada cidadão do país.
A pesquisa da Transparência Brasil comparou o orçamento do Congresso brasileiro com os da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, México e Portugal.
Em 2007, o Brasil destinou para a manutenção do mandato de cada um de seus 594 parlamentares federais quase quatro vezes a média do gasto dos parlamentos europeus e do canadense. Pelos padrões europeus de gasto parlamentar, o orçamento do Congresso brasileiro - equivalente a R$ 11.545,04 por minuto - poderia manter o mandato de 2.556 integrantes.
Se for levado em conta o custo absoluto do Congresso brasileiro por habitante (R$ 32,49), ele seria o terceiro mais caro do mundo, atrás do italiano (R$ 64,46) e do francês (R$ 34,00). O Brasil fica mais caro, porém, se for calculado o peso desse custo no bolso de cada habitante por duas medidas importantes para comparar economias nacionais - o salário mínimo e o PIB per capita. No Brasil, gasta-se dez vezes, em relação ao salário mínimo, o que se gasta na Alemanha ou no Reino Unido. Comparado ao PIB per capita, o gasto nacional é mais de oito vezes maior que o espanhol.
O mandato de cada parlamentar brasileiro custa hoje 2.068 salários mínimos - mais que o dobro do que ocorre no México, segundo colocado entre os países pesquisados, e 37 vezes o gasto proporcional ao salário mínimo registrado na Espanha.
Embora não tenham sido levantados neste estudo os custos diretos do mandato - salário, benefícios, assessores e verbas indenizatórias -, é possível comparar os gastos verificados na Câmara dos Deputados (R$ 101 mil mensais) aos da Câmara dos Comuns britânica (R$ 600 mil por ano). Cada parlamentar brasileiro consome mais do que o dobro de um parlamentar de um país em que a renda per capita e o custo de vida são muito superiores aos do Brasil.
Mesmo se não houvesse Senado - a Casa mais cara do mundo por membro, segundo o levantamento -, o Brasil ainda teria um dos Legislativos mais caros existentes. O Orçamento de um Congresso unicameral seria menor que o do Parlamento italiano, o terceiro da lista.
O levantamento reforça a percepção de que os integrantes das Casas legislativas brasileiras perderam a noção de proporção entre o que fazem e o país em que vivem.
A íntegra do levantamento pode ser encontrada aqui.
Leia também o estudo sobre os custos das Assembléias Legislativas estaduais e das Câmaras Municipais das capitais, aqui.
Fonte: Transparência Brasil.
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 02h28
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OAB-PR entra com ação contra aposentadoria de deputados |
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A OAB Paraná vai ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei que cria o fundo de previdência dos deputados estaduais. A decisão foi tomada no último dia 05 pela diretoria da Seccional, que analisou a lei e concluiu que ela é inconstitucional. Na avaliação dos advogados, o projeto aprovado pela Assembléia Legislativa do Paraná, contraria toda a estrutura previdenciária e o regime de aposentadorias que vem sendo implantado no país nas últimas reformas constitucionais, porque prevê que parte do custeio será feito com dinheiro dos cofres públicos. “Isso constitui privilégio e fere vários dispositivos constitucionais”, afirmou o presidente da OAB do Paraná, Alberto de Paula Machado. |
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 02h20
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A CORRUPÇÃO É UMA CHAGA QUE MALTRATA, QUE SANGRA, EMPOBRECE E QUE EXCLUI.
A corrupção é uma chaga que maltrata, que sangra, que empobrece e que exclui
Venho aqui expressar o nosso apoio A este ato que reforça e que clareia Num momento em que a vida incendeia No calor desta prática nefasta Que fomenta o crime e que arrasta O patrimônio para dentro desta teia Desse jeito esse nó ninguém desata Nosso sonho de igualdade assim não flui A corrupção é uma chaga que maltrata Que sangra, que empobrece e que exclui
Sendo assim, a tarefa é gigantesca Enfrentando estruturas seculares A jornada vai ser longa, combativa Feito nau que navega pelos mares A justiça e a transparência vingarão No combate competente à corrupção Esse é o caminho que se traça Sem ele igualdade é fraca e rui A corrupção é uma chaga que maltrata Que sangra, que empobrece e que exclui |
Por Paulo Rubem Santiago, Deputado federal (PT-PE)
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 02h12
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em entrevista à Folha, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que ações policiais como a ocorrida no final do mês passado no complexo do Alemão, no Rio, que deixou 19 mortos, estão previstas numa primeira fase do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), apelidado de "PAC da Segurança".
"Operações dessa natureza estão previstas para a reocupação do território", disse o ministro. "A questão da pacificação e da reocupação do território é imprescindível", completou Tarso. Segundo o ministro, o Pronasci terá um custo anual aproximado de R$ 1 bilhão, por meio de recursos extras ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional.
Tarso falou à Folha na quinta-feira passada, em seu gabinete. A seguir, os principais trechos da entrevista. (ES)
FOLHA - A primeira etapa do Pronasci fala em "retomada" de territórios. O senhor concorda com o presidente Lula quando ele diz que criminosos não podem ser tratados com pétalas de rosa?
TARSO GENRO - A questão da pacificação e da reocupação do território é imprescindível. Se o Estado não exerce a autoridade plena sob determinada região, o Estado não tem condições de mudar o paradigma de segurança pública. As políticas sociais podem ter efeito na melhoria da qualidade de vida, mas elas não reduzem os índices de criminalidade. O que ocorre no Rio não é uma ação do Pronasci. É uma iniciativa do governo do Estado. No Pronasci, operações dessa natureza estão previstas para a reocupação do território.
FOLHA - Então, na primeira fase do Pronasci, pode haver ações similares à ocorrida recentemente no Rio de Janeiro?
TARSO - É óbvio que serão enfrentamentos mais duros em regiões em que o crime organizado controla há muito tempo, como ocorre no Rio de Janeiro. Então é provável que no Rio, quando o Pronasci começar a operar de maneira federada, ocorram outras zonas de enfrentamento dessa natureza. Mas isso tem que ser determinado pela autoridade do Estado. É ela que tem a competência constitucional para o exercício da força no combate à criminalidade.
FOLHA - Mas o governo corre o risco de ter as ações do Pronasci contestadas por entidades de defesa dos direitos humanos.
TARSO - Sinceramente, acho que esse risco é pequeno, porque zonas de poder do crime organizado fechadas para a entrada do Estado são muito poucas no país e creio que -não digo 100%- quase a totalidade dela é no Rio de Janeiro. Quanto à presença de instituições de direitos humanos e da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], o governo federal acha que é altamente positivo, porque essas ações sempre têm que ter um contraponto e uma vigilância dessas instituições da sociedade. Ocorrem excessos, efetivamente, e esses excessos derivam, inclusive, de uma tradição que queremos mudar no paradigma da segurança pública do nosso país.
FOLHA - Até 2010, o Pronasci prevê ocupar os territórios, integrar os jovens e colocar em funcionamento todas as ações. É uma meta realista?
TARSO - Essa meta tem que ser compreendida de uma outra forma. O ano de 2010 é quando o Pronasci passa a ser aplicado na sua plenitude. Ou seja, já terá ocorrido a ocupação do território e o desenho dos programas institucionais, coordenados com prefeituras e Estados. Esses programas estarão funcionando plenamente. O ano de 2010 pode ser um referencial para o início de queda dos indicadores.
FOLHA - Há dinheiro para colocar em prática os cerca de 40 programas do Pronasci?
TARSO - Se não tiver dinheiro, não tem mudança no paradigma da segurança pública do país. Estou baseado numa orientação do presidente: "Me dêem projetos bons, pois dinheiro eu arrumo". O Pronasci não precisa mais do que R$ 1 bilhão por ano, portanto é um programa barato.
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 02h05
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FINALMENTE UMA INICIATIVA POSITIVA
Deputado Severiano Alves (PDT-BA) propõe pisos diferenciados de acordo com a formação do professor.
O deputado Severiano Alves (PDT-BA) apresentou hoje relatório preliminar sobre o projeto que fixa o piso salarial nacional para os professores do ensino público (PL 619/07). Segundo o relator, o texto ainda poderá sofrer alterações até a próxima quarta-feira (11), quando deverá ser votado e discutido pela Comissão de Educação e Cultura.
No parecer preliminar, Severiano Alves estabeleceu dois pisos para os profissionais da educação. Aqueles que possuem o ensino médio, na modalidade Normal, receberão, por jornada de 25 horas semanais, um mínimo de R$ 900. Já os que são habilitados em nível superior, em curso de licenciatura, receberão no mínimo R$ 1.100, também pela jornada de 25 horas. No texto original, encaminhado ao Congresso pelo governo, o piso (CAMUFLADO DE TETO) salarial proposto era de R$ 850, por 40 horas semanais.
Planos de carreira
Severiano Alves destacou que, em seu parecer preliminar, também excluiu do piso salarial as gratificações ou outras vantagens eventualmente obtidas pelos professores. "A esse piso serão incorporadas as vantagens do cargo. Estaremos valorizando a carreira e a formação. Estabelecemos na própria lei da regulamentação do piso a obrigatoriedade de os entes federativos - União, estados e municípios - ajustar esse piso aos seus planos de carreira."
Severiano Alves informou que a proposta recebeu 112 emendas. Se aprovado na Comissão de Educação na próxima semana, o projeto ainda terá de passar pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agencia Câmara em 04/07/2007
É verdade que ainda falta muita coisa pra reconhecer o docente... A valorização salarial que o tire da condição de HORISTA e passe a ser um trabalhador com salário digno e mensal compatível com a sua imensa responsabilidade de formar pessoas cidadãs e profissionais. Já passou da hora deste país, especialmente governado por uma coalizaão de esquerda reconhecer que a dívida social é muito maior que a econômica. Ou bradamos isto durante décadas à toa?
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 13h16
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Uma mulher à frente da UNE

Depois de 15 anos de hegemonia masculina, a UNE volta a ser presidida por uma mulher. Lúcia Stumpf, gaúcha de 25 anos, estudante do sétimo semestre de Comunicação na FMU, em São Paulo, foi eleita, no encerramento do 50º Congresso da UNE, a nova presidente da entidade representativa dos estudantes brasileiros. Ela é a quarta mulher a presidir a UNE nos 70 anos da entidade.
Em entrevista aos meios de comunicação, a nova presidente da UNE diz que a prioridade da sua gestão será a “transformação da educação”, lutando pela melhoria da qualidade do ensino tantos nas universidades públicas, como nas particulares. A UNE quer, também, a ampliação do número de vagas e a abertura de novas faculdades federais e a ampliação dos recursos disponíveis para a assistência estudantil (moradia, alimentação e creches). Na área política, o 50.o Congresso da UNE defende mudanças na política econômica, pede a demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a redução das taxas de juro.
Saúdo a UNE, que comemora seus 70 anos de existência, e parabenizo a eleição da sua nova presidente, numa demonstração da força cada vez maior das mulheres na sociedade brasileira e desejo uma feliz gestão à nova diretoria.
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 12h57
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Senado homenageia os 70 anos da UNE
O senador Sibá Machado (PT-AC), leu na sessão comemorativa dos 70 anos da UNE, no Senado Federal, um belíssimo texto, escrito para o jornal Letras&Lutas pelo escritor Arthur Poerner, intitulado " UNE: passado de conquistas, futuro de novos desafios". Poerner, que integrou a mesa da sessão - presidida pelo senador Pedro Simon, com o presidente da UNE Gustavo Petta -, não pôde ler o seu texto por causa de uma norma regimental que limita, exclusivamente a senadores, o uso da palavra no plenário do Senado.
Leia aqui o texto de Poerner.
Tive a honra de participar há dez anos das comemorações dos 60 anos desta combativa entidade da juventude e do povo brasileiro em nome da democracia e da justiça social, através da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH).
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 12h55
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CHEGA DE BLÁ, BLÁ, BLÁ
A matéria da Folha de hoje – “Por hora, 7 jovens entram nas prisões do país" (só para assinantes), que é também a manchete da edição de hoje do jornal paulista, revela dados do Ministério da Justiça, incluídos na versão final do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), mostrando que, a cada hora, pelo menos sete jovens entre 18 e 29 anos ingressam no sistema prisional brasileiro. O ritmo de entrada de jovens na prisão (68,4 mil/ano) é 58% superior ao de saída (43,2 mil jovens/ano). Isso significa que 187 jovens entram a cada dia em unidades prisionais, contra 118 que deixam o sistema.
Relativos aos últimos 12 meses, os números inéditos do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça integram uma versão do Pronasci, conhecido informalmente como "PAC da Segurança", que será apresentada hoje pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, ao presidente Lula. O lançamento oficial está marcado para 1º de agosto.
O objetivo do programa é integrar ações de segurança com políticas sociais. As cerca de 40 ações do programa terão um custo extra ao governo federal de R$ 1 bilhão ao ano.
O foco inicial de atuação será em 11 regiões metropolitanas e, em cada uma delas, a meta é construir um presídio específico para jovens. Dos 240 mil jovens presos no país, 65% (160 mil) estão nessas 11 capitais e entornos (Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Pará, Paraná, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul), escolhidos pelo governo federal com base na quantidade de vítimas de homicídios.
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 12h49
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Nível de corrupção no Brasil é o pior em dez anos, afirma Bird
SÉRGIO DÁVILA da Folha de S.Paulo, em Washington
O nível de corrupção no Brasil é o pior em dez anos, segundo relatório anual de governança produzido pelo Banco Mundial (Bird) e divulgado ontem. De acordo com o levantamento, o país está em nível inferior ao que se encontrava quando a entidade multinacional começou a fazer esse estudo, em 1996.
As melhoras observadas entre 1998 e 2000 (segundo mandato de FHC) e 2002 e 2003 (eleição e primeiro ano de mandato de Lula) foram anuladas pelos resultados dos últimos três anos. O estudo é feito pelo Instituto do Banco Mundial, ligado ao Bird, e classifica 212 países e territórios de acordo com o desempenho em seis itens.
Para tanto, leva em conta dados fornecidos por 33 fontes internacionais. No caso brasileiro, foram 18 as entidades ouvidas para a classificação do país, entre elas o centro de estudos de opinião chileno Latinobarómetro, a consultoria britânica Economist Intelligence Unit e o instituto de pesquisas norte-americano Gallup.
Das seis categorias --controle de corrupção; capacidade de ser ouvido e prestação de contas; eficiência administrativa; qualidade regulatória; estado de direito; e estabilidade política e ausência de violência--, o Brasil só melhorou na última no período 2005-2006, em comparação com o período anterior.
"Nos últimos anos, o Brasil parece ter experimentado alguma deterioração em várias dimensões de governança", escreveu à Folha, por e-mail, Daniel Kaufmann, um dos autores do relatório. O controle de corrupção é definido pelo Bird como "a medida da extensão com que o poder público é exercido para ganhos privados, incluindo tanto pequenas quanto grandes formas de corrupção, assim como o 'seqüestro' do Estado por elites e interesses privados".
Reação negativa
A divulgação do relatório causou uma grita entre os países mal-avaliados, muito por conta do recente escândalo que envolveu a própria instituição responsável pelo estudo. No mês passado, o então presidente do Bird, Paul Wolfowitz, pediu demissão por ter protegido durante sua gestão uma namorada também funcionária do banco.
Ex-número 2 do Pentágono durante o governo Bush, Wolfowitz é um dos arquitetos da Guerra do Iraque e fez do combate à corrupção sua bandeira à frente do Bird, que empresta US$ 23 bilhões por ano. "Não estamos querendo ganhar um concurso de popularidade", disse Kaufmann ao jornal econômico "Financial Times".
Kaufmann foi um dos funcionários graduados do Bird a assinar uma carta durante o Escândalo Wolfowitz dizendo que a crise colocava em jogo a credibilidade do banco. No relatório de ontem, ele e os outros dois autores, Aart Kraay e Massimo Mastruzzi, tomam precauções extras para relativizar os achados.
Os resultados não são levados em conta pelo banco na hora de liberar ou não um empréstimo para um país, diz o texto, e os números "refletem uma compilação estatística" feita em diversas instituições e "de maneira alguma refletem a posição oficial do Banco Mundial, de seus diretores executivos ou dos países que [o Bird] representa."
Feitas as ressalvas, Kaufmann acredita que a corrupção ainda é um dos principais problemas enfrentados pelos países: "O custo da corrupção mundial é estimado em US$ 1 trilhão por ano, e o ônus da prática recai de maneira desproporcional sobre o bilhão de pessoas que vivem em extrema pobreza".
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 12h10
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O PARTIDO DOS TRABALHADORES E SEUS DESAFIOS
O Brasil é um país interessante, para ser irônico, pois um escândalo se abafa com o surgimento de um novo. Foram os casos da pensão de origem duvidosa do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), do Vavá, irmão do presidente Lula e o retorno do apagão aéreo. Em tempos não muitos longínquos o PT já teria feito inúmeros requerimentos de aberturas de CPI’s, impetrações no ministério Público e no STF, mas como diz o ditado quem tem telhado de vidro...
Observando os últimos anos, percebemos que a corrupção no Brasil não tem coloração partidária nem opção ideológica. Ela é fruto da deturpação de valores éticos de da complacência da maioria da população alienada pelos veículos de comunicação que se encarregam de “abafar os casos” por diversos interesses.
Mas como bem disse o presidente Lula na sua primeira posse: “todos têm o direito de errar, menos eu”. É fato que neste segundo mandato, o presidente passou a se dedicar mais na condução política de seu governo, vide a demora em escalar um time “sem capitão”, após perder seu staff com os sucessivos escândalos entre 2004-2006. Saíram de cena petistas históricos como José Dirceu, Antônio Palocci, José Genoino (que retornaram à câmara dos deputados, mas não dão o ar da graça), Luiz Gushiken, entre outras estrelas de “primeira grandeza”.
Entretanto, esperávamos mais nesse segundo mandato. Com 37 ministérios (um absurdo!), o governo segue a sua cartilha continuísta na macroeconomia, melhora o Fundef através do Fundeb (e frustra aliados históricos do movimento sindical com o famigerado piso-teto salarial de R$ 850,00 até 2009! Para os professores da rede pública de ensino cuja jornada semanal seja de 40 horas). Por falar em 40 horas, o governo ainda não se pronunciou com relação a esta bandeira do PT e da CUT que é a redução da jornada semanal sem redução salarial. Cadê a reforma trabalhista?
Ao que parece, além da crise de afirmação socialista, o PT perdeu sua identidade com a ética. A crise atinge a esquerda como um todo, pois é associada à maior referência de massas criada no Brasil após o velho Partidão dos anos 40-60.
Como justificar ao povo que da ante-sala do 3º andar do planalto à copa de São Bernardo a corrupção estava correndo solta? Culpa do PT.
Avaliando de forma histórica, ponderemos: o Brasil é um país messiânico por essência, sempre requisitando em determinados momentos a postura (muitas vezes autoritária), de salvadores da Pátria. Foram Vargas, Tancredo Neves, Collor e o próprio Lula, cujo PT e a esquerda ajudaram a alimentar suas vaidades a partir de 1998. Naquele ano o hoje ministro Tarso Genro se dispôs como alternativa a Lula, mas foi barrado por José Dirceu, então presidente do Partido. O mesmo aconteceu com o companheiro de armas (da época da Dissidência Estudantil e da ALN), Vladimir Palmeira, que teve sua candidatura ao governo do RJ cassada pelo diretório nacional petista a “pedido” de Brizola que condicionou sua participação na chapa de Lula desde que Garotinho, então no PDT, tivesse o PT de Benedita da Silva como aliado fluminense.
Sendo assim, fica difícil reconstruir uma história de lutas sociais quando elas foram secundarizadas por um grupo que utilizou a liderança social de Lula e que hoje está alijado do poder. A bandeira da ética só poderá ser reconquistada quando o PT retomar suas discussões de base, democráticas, coletivas e sem sectarismos de grupos institucionais (extensões dos gabinetes das “autoridades”), a estas deveria ser retomada a cultura do PT de lutas que designava as mais importantes tarefas, condicionando perenes prestações de contas de seus mandatos.
Reorganizar de modo contemporâneo a classe operária, os camponeses e os excluídos; reconquistar e formar novos intelectuais orgânicos; formarmos quadros ideológicos disciplinados e sem vaidades burguesas... Após um bom tempo o respeito que setores do Partido e a constante e desnecessária afirmação do monopólio da ética poderá ser obtido, assim como a empolgação de dizer “sou PT de coração, oPTei.
Escrito por BRÁULIO WANDERLEY às 00h46
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